Nas últimas décadas, a população mundial vem se dando conta da importância do desenvolvimento sustentável. Dentre algumas ações, uma importante ferramenta ainda "briga" por espaço, a Gestão de Bacias Hidrográficas – GBH.
A GBH funciona a partir de um conjunto de informações que, quando bem diagnosticadas, influenciam diretamente na economia, na saúde pública e nas questões ambientais de uma determinada região, ou seja, a gestão é extremamente positiva quando bem realizada.
Com a pré-definição de uma B.H., inicia-se a fase de diagnóstico físico – biológico da unidade de estudo. Nessa fase ocorre o levantamento de informações onde dados de uso e ocupação do solo - agricultura, urbanização, pecuária, industrialização, a geomorfologia, pluviometria, fauna e flora, recursos hídricos superficiais e subterrâneos, são co-relacionados.
Esses dados constituem a base de todo projeto, onde serão utilizados visando a minimização dos impactos socioeconômicos e ambientais. Como exemplo, a preservação de recursos hídricos - qualidade e quantidade, proteção da biodiversidade - fauna e flora - e principalmente, questões socioeconômicas, como na delimitação de áreas de risco, áreas sujeitas a enchentes, deslizamentos de terra, elevação da maré, etc. Cenários esses, vistos comumente pelo mundo, principalmente no Brasil, onde uma elevada parte da população tenta, ano a ano, sobreviver a cenários catastróficos.
Pensando nesses cenários, enxergamos o quão impactante – social, econômico e ambientalmente falando - é a falta de planejamento das urbanizações brasileiras. Os gastos realizados pelos governantes chegam a bilhões todos os anos para reparar os danos ocorridos, entretanto esses bilhões não suprem inúmeras vidas perdidas.
Com isso, fica claro que a GBH pode influenciar positivamente em uma determinada região, sendo financeiramente viável a sua implementação em fase pré ou pós ocupação.
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